Estou longe da minha aldeia
Mas sinto-lhe o seu pulsar
Aí quem me dera estar à lareira
Das casas que estão a fumegar
Os sinos já estão tocando
Está na hora de regressar
E este caminho ir palmilhando
Para ir para casa jantar
São lembranças do passado
Que gosto de recordar
Ao vê-las fico num estado
Que só me apetece chorar
Manuel Pires
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Velhice
Perde-se a beleza e a linha
E o nosso espírito padece
Com o peso que não tinha
Quando a gente envelhece
De nós se apodera a solidão
O nosso espírito entristece
E quem sofre é nosso coração
Quando a gente envelhece
Muitos ficam ao abandono
E tudo o mal nos acontece
Como a um cão sem dono
Quando a gente envelhece
Somos logo postos de lado
De nós a sociedade não carece
Para ela somos mais um fardo
Manuel Pires
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Da minha aldeia vê-se o mundo inteiro
Passam as horas sobre mim como a chuva grossa sobre a calçada
Os dias fecham-se em mim como o nevoeiro cerrado sobre a minha aldeia
É o outono que chama
São as folhas que se soltam dos ramos mais altos e se deixam cair no chão húmido
São os rios que ganham vida e nascem de novo
É o sol que se esconde por detrás da lua e sorri para outra gente
A vida dá e volta a dar
É o outono que chama
É a música do tempo que se acerca de mim
São as palavras verdes sobre um manto castanho
Deito-me sobre a janela da minha aldeia e vejo a lua
Vejo a lua e sei que estás do outro lado
Da minha aldeia vê-se o mundo inteiro.
Texto retirado do Blog "Viajante Intemporal"
Os dias fecham-se em mim como o nevoeiro cerrado sobre a minha aldeia
É o outono que chama
São as folhas que se soltam dos ramos mais altos e se deixam cair no chão húmido
São os rios que ganham vida e nascem de novo
É o sol que se esconde por detrás da lua e sorri para outra gente
A vida dá e volta a dar
É o outono que chama
É a música do tempo que se acerca de mim
São as palavras verdes sobre um manto castanho
Deito-me sobre a janela da minha aldeia e vejo a lua
Vejo a lua e sei que estás do outro lado
Da minha aldeia vê-se o mundo inteiro.
Texto retirado do Blog "Viajante Intemporal"
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
O Cântico da Terra
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
domingo, 21 de junho de 2015
Jogos Populares
Jogo do Pião
Num espaço amplo, de preferência de terra batida,
fazia-se uma roda no chão e cada jogador atirava o pião para dentro dela.
Enquanto o pião girava, era atingido com “sêcas” até sair da roda. O jogador só
podia voltar a lançar o pião quando isto acontecia.
Existia ainda outra forma de jogar, no terreno era feito um ponto de partida do
jogo e noutro ponto era feita uma cova, denominada “nicha”. Os jogadores
dividiam-se por duas equipas: uma empurrava o pião para a “nicha“ e a outra
tentava evitá-lo. Se o pião entrasse na “nicha”, cada jogador da equipa
perdedora teria de disponibilizar um pião para levar com as “sêcas”.
Jogo da Malha
A malha deve jogar-se à distância oficial de vinte e
cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e
começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em primeiro lugar. As
equipas mudam de campo sempre que se iniciar uma nova partida. A segunda e
terceira partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior. Cada jogo
termina quando são completadas três partidas.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após os quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após os quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.
Jogo dos Cântaros
Consiste numa corrida de burros, onde os participantes
com uma vara tentam partir os cântaros que se encontram suspensos. Geralmente estes
cântaros encontram-se recheados de algumas surpresas: água, farinha ou farelo
são alguns exemplos.
Sueca
A sueca é um jogo de cartas em que participam quatro
jogadores, dois contra dois, com os parceiros sentados frente a frente. O
baralho tem somente quarenta cartas, sendo removidos os oitos, os noves e os
dez. O objectivo é ganhar cartas que valem pontos. Assim, as cartas valem: Ás –
11 pontos; Sete – 10 pontos; Rei – 4 pontos; Valete – 3 pontos; Dama – 2
pontos; os 6, 5, 4, 3 e 2 valem zero pontos. No total há cento e vinte pontos
em jogo no baralho.
O jogador que começa foi aquele que cortou o baralho.
Os outros jogadores devem seguir o naipe escolhido pelo primeiro jogador.
Aquele que não tiver cartas do naipe puxado pode jogar cartas de qualquer outro
naipe, incluindo o trunfo. A carta mais alta do naipe, ou o trunfo mais alto,
ganha a jogada. O participante que ganhou puxa o próximo naipe.
Jogo das Pedrinhas
Para praticar este jogo são necessárias cinco pedrinhas e dois ou mais jogadores. À medida que o jogo se desenvolve, aumenta o grau de dificuldade.
Um jogador lança para uma superfície lisa, por exemplo uma mesa, as cinco pedrinhas, tentando que elas fiquem o mais próximas possível, mas sem tocar umas nas outras. Então, esse mesmo jogador pega numa das pedrinhas, preferencialmente a que estiver mais afastada das restantes e lança-a ao ar com a mão direita. Enquanto essa pedrinha está no ar, o jogador deve apanhar com a mão direita uma das restantes pedrinhas e passá-la para a mão esquerda, sem mexer nas restantes, dizendo:
- Uma.
Em seguida lança ao ar a segunda, tentando recuperar uma terceira, dizendo:
- Duas.
Finalmente, lança ao ar a terceira e apanha a quarta, dizendo:
- Arrebanha tudo.
De seguida, o participante repete os movimentos anteriores, mas agora apanhado a pedrinhas duas a duas, proferindo:
- Duas.
E, depois:
- Arrebanha tudo.
Novamente, apanha as pedrinhas três a três, repetindo os mesmos movimentos e diz:
-Três.
Recolhe a pedrinha restante e diz:
Arrebanha tudo.
Finalmente, as quatro pedrinhas de uma só vez, dizendo:
- Arrebanha tudo.
Para praticar este jogo são necessárias cinco pedrinhas e dois ou mais jogadores. À medida que o jogo se desenvolve, aumenta o grau de dificuldade.
Um jogador lança para uma superfície lisa, por exemplo uma mesa, as cinco pedrinhas, tentando que elas fiquem o mais próximas possível, mas sem tocar umas nas outras. Então, esse mesmo jogador pega numa das pedrinhas, preferencialmente a que estiver mais afastada das restantes e lança-a ao ar com a mão direita. Enquanto essa pedrinha está no ar, o jogador deve apanhar com a mão direita uma das restantes pedrinhas e passá-la para a mão esquerda, sem mexer nas restantes, dizendo:
- Uma.
Em seguida lança ao ar a segunda, tentando recuperar uma terceira, dizendo:
- Duas.
Finalmente, lança ao ar a terceira e apanha a quarta, dizendo:
- Arrebanha tudo.
De seguida, o participante repete os movimentos anteriores, mas agora apanhado a pedrinhas duas a duas, proferindo:
- Duas.
E, depois:
- Arrebanha tudo.
Novamente, apanha as pedrinhas três a três, repetindo os mesmos movimentos e diz:
-Três.
Recolhe a pedrinha restante e diz:
Arrebanha tudo.
Finalmente, as quatro pedrinhas de uma só vez, dizendo:
- Arrebanha tudo.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Eternamente criança
Serei sempre
criança
Mesmo sendo
já mulher
Cada um é
livre de viver a vida
Da forma que
bem entender!
E em meu
corpo já adulto
Vive
eternamente uma criança
Que ama e
vive a vida com afoito
E sorri pra
vida com esperança!
E quem não
gostar assim
Paciência,
temos pena
Viver a vida
com fé e alegria
Esse será
sempre o meu lema!
De :
Ventania Poética Beirã
domingo, 24 de maio de 2015
Na Ponte
Por baixo da ponte eu passo,
É assim o meu viver,
Com os peixinhos eu faço,
Brincando sempre a valer.
Correr, saltar e contar,
Da mágoa me libertando,
Assim aprendo a amar,
Peixinhos que vão nadando.
Trocar, não troco contigo,
Vem viver junto a mim,
De ti farei um amigo,
Gostarás de viver assim.
Brincando estou aprender,
Com os peixitos que adoro,
E assim aprendo a ler,
Por baixo da ponte eu moro.
Carlos Pereira
É assim o meu viver,
Com os peixinhos eu faço,
Brincando sempre a valer.
Correr, saltar e contar,
Da mágoa me libertando,
Assim aprendo a amar,
Peixinhos que vão nadando.
Trocar, não troco contigo,
Vem viver junto a mim,
De ti farei um amigo,
Gostarás de viver assim.
Brincando estou aprender,
Com os peixitos que adoro,
E assim aprendo a ler,
Por baixo da ponte eu moro.
Carlos Pereira
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