domingo, 21 de junho de 2015

Jogos Populares

Jogo do Pião
Num espaço amplo, de preferência de terra batida, fazia-se uma roda no chão e cada jogador atirava o pião para dentro dela. Enquanto o pião girava, era atingido com “sêcas” até sair da roda. O jogador só podia voltar a lançar o pião quando isto acontecia.
Existia ainda outra forma de jogar, no terreno era feito um ponto de partida do jogo e noutro ponto era feita uma cova, denominada “nicha”. Os jogadores dividiam-se por duas equipas: uma empurrava o pião para a “nicha“ e a outra tentava evitá-lo. Se o pião entrasse na “nicha”, cada jogador da equipa perdedora teria de disponibilizar um pião para levar com as “sêcas”.












Jogo da Malha
A malha deve jogar-se à distância oficial de vinte e cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em primeiro lugar. As equipas mudam de campo sempre que se iniciar uma nova partida. A segunda e terceira partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior. Cada jogo termina quando são completadas três partidas.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após os quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.












Jogo dos Cântaros
Consiste numa corrida de burros, onde os participantes com uma vara tentam partir os cântaros que se encontram suspensos. Geralmente estes cântaros encontram-se recheados de algumas surpresas: água, farinha ou farelo são alguns exemplos.










Sueca
A sueca é um jogo de cartas em que participam quatro jogadores, dois contra dois, com os parceiros sentados frente a frente. O baralho tem somente quarenta cartas, sendo removidos os oitos, os noves e os dez. O objectivo é ganhar cartas que valem pontos. Assim, as cartas valem: Ás – 11 pontos; Sete – 10 pontos; Rei – 4 pontos; Valete – 3 pontos; Dama – 2 pontos; os 6, 5, 4, 3 e 2 valem zero pontos. No total há cento e vinte pontos em jogo no baralho.
O jogador que começa foi aquele que cortou o baralho. Os outros jogadores devem seguir o naipe escolhido pelo primeiro jogador. Aquele que não tiver cartas do naipe puxado pode jogar cartas de qualquer outro naipe, incluindo o trunfo. A carta mais alta do naipe, ou o trunfo mais alto, ganha a jogada. O participante que ganhou puxa o próximo naipe.












Jogo das Pedrinhas
Para praticar este jogo são necessárias cinco pedrinhas e dois ou mais jogadores. À medida que o jogo se desenvolve, aumenta o grau de dificuldade.
Um jogador lança para uma superfície lisa, por exemplo uma mesa, as cinco pedrinhas, tentando que elas fiquem o mais próximas possível, mas sem tocar umas nas outras. Então, esse mesmo jogador pega numa das pedrinhas, preferencialmente a que estiver mais afastada das restantes e lança-a ao ar com a mão direita. Enquanto essa pedrinha está no ar, o jogador deve apanhar com a mão direita uma das restantes pedrinhas e passá-la para a mão esquerda, sem mexer nas restantes, dizendo:
- Uma.
Em seguida lança ao ar a segunda, tentando recuperar uma terceira, dizendo:
- Duas.
Finalmente, lança ao ar a terceira e apanha a quarta, dizendo:
- Arrebanha tudo.
De seguida, o participante repete os movimentos anteriores, mas agora apanhado a pedrinhas duas a duas, proferindo:
- Duas.
E, depois:
- Arrebanha tudo.
Novamente, apanha as pedrinhas três a três, repetindo os mesmos movimentos e diz:
-Três.
Recolhe a pedrinha restante e diz:
Arrebanha tudo.
Finalmente, as quatro pedrinhas de uma só vez, dizendo:
- Arrebanha tudo.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Eternamente criança

Serei sempre criança
Mesmo sendo já mulher
Cada um é livre de viver a vida
Da forma que bem entender!

E em meu corpo já adulto
Vive eternamente uma criança
Que ama e vive a vida com afoito
E sorri pra vida com esperança!

E quem não gostar assim
Paciência, temos pena
Viver a vida com fé e alegria
Esse será sempre o meu lema!

De : Ventania Poética Beirã






domingo, 24 de maio de 2015

Na Ponte

Por baixo da ponte eu passo,
É assim o meu viver,
Com os peixinhos eu faço,
Brincando sempre a valer.

Correr, saltar e contar,
Da mágoa me libertando,
Assim aprendo a amar,
Peixinhos que vão nadando.

Trocar, não troco contigo,
Vem viver junto a mim,
De ti farei um amigo,
Gostarás de viver assim.

Brincando estou aprender,
Com os peixitos que adoro,
E assim aprendo a ler,
Por baixo da ponte eu moro.

Carlos Pereira


domingo, 3 de maio de 2015

Dia da Mãe

A minha mãe é tão querida
E gosta tanto de mim
Neste dia que é seu
Dou-lhe beijinhos sem fim
Recebeste-me em teus braços
No dia em que cheguei
E hoje vou-te dizer
Que de ti logo gostei
Gosto das tuas festinhas
Dos teus mimos e beijinhos
Não há ninguém que nos faça
Como a mãe estes carinhos
A minha mãe é tão linda
Tão linda com uma flor
Pra ela muitos beijinhos
Com carinho e amor


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Festa na Aldeia

Voltei ao ponto de partida
Solto a palavra precipitada
E é mais um dia de Vida
De alegrias salpicada.
Há fogo de artifício no ar
A jorrar!
Que ninguém pode calar.

Há festa na aldeia
E uma embriaguez que me faz girar
Está de alegria tão cheia
A aldeia...
Que ri o luar!

O luar de Agosto que tudo alumia
Fazendo pirraça!
Ao sol que alumia o dia.
Já no horizonte sem graça.

Solto palavras de ousadia
Porque hoje é dia de festa
E é tão grande a alegria
que até o sino a voz empresta.

E como tal, começa a festa
Com foguetes e cantares
Passam rapazes e raparigas aos pares
E a minha saudade se manifesta.
E me atormenta
Apesar dos meus protestos inventa
Que há-de ir à festa e voltar
E eu tento sorrir
Mas tenho vontade de chorar.
Lembro as festas de outrora,
A rainha da festa, a quermesse
E me dá saudade na hora.
A juventude não se esquece.

Rosa Fogo


sábado, 28 de março de 2015

Sonhos Rurais e Reais

Sonhava contigo cada vez que saía à rua. O transito da cidade parecia esmagar-me a alma, as pessoas, sisudas, passavam por mim como quem passa por ninguém. Lembro-me de no início me sentir bem no meio desta multidão, ter a minha tao desejada privacidade, ser dona da minha vida sem que ninguém me apontasse o dedo. Vivia assim, nesta grade cidade. Ate que um dia percebi que o que esta cidade me oferece não é privacidade, mas sim desprezo, o mesmo desfavor que oferece a outros milhares de pessoas, muitas acabam por morrer esquecidas nos seus apartamentos, outras tantas passam a vida sem perceber o valor da solidariedade, a alegria de um bom dia, o amor da fraternidade. Sonhava contigo sempre que saia à rua, até que acordei. Agora decidi regressar a ti, minha querida aldeia, e esta ansiedade de te abraçar e sentir quase dá cabo de mim. O meu amor aceitou a proposta, os filhos apoiaram e nós decidimos regressar. Imaginamos agora a paz de acordar no silêncio de um lar aldeão, o sabor daquele maravilhoso pão, os bons dias e as boas tardes, as festas e os convívios, as caminhadas ate à igreja e as idas ao café... a pé. Coisas simples mas que nos irão fazer felizes. Vamos trocar as compras nos shoppings por coisas tao simples como semear umas sementes, vamos trocar cinemas por bons livros, vamos trocar a privacidade por solidariedade, vamos sentir Portugal. Ai... é tao bom sonhar e sentir o que é real.


Paulo Costa


sexta-feira, 20 de março de 2015

Quando vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"