sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Noite Fria

A noite está gélida
A lareira está acesa
A comida cozinhada
A fumegar na mesa

Levanto-me para comer
Mas não tardo a tiritar
Um copo vou beber
Para o frio me passar

Olho pela janela
A noite está estrelada
Parece uma noite bela
Mas está a cair geada

No escano me vou sentar
Para me tentar aquecer
E o borralho vou atiçar
Para o lume bem arder

Está na hora de ir dormir
Está na hora de deitar
A geada não para de cair
E o sono já está chegar


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Receita dos Biscoitos

Ingredientes 
12 ovos
600 g açúcar
1 kg de farinha
2 colheres de sopa de leite
100 g de manteiga
1 colher pequena de fermento royal
1/2 quartilho de azeite   
2 colheres de sopa de aguardente
raspa e sumo de 2 laranjas

Receita
Partir os ovos, separando as claras das gemas. Misturar as gemas com açúcar e bater, adicionar leite. Derreter a manteiga e adicionar. Colocar azeite, a água ardente e por fim a raspa e o sumo das laranjas. Bater as claras em castelo e adicionar. Por fim, adicionar o fermento na farinha e misturar tudo.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

APENAS UM PASSEIO?!...

Não meus amigos
É muito mais que isso
É matar a saudade
De um passado querido
É sentir no presente
Um amor vivido
É sentir a alegria
Por retornar ao lugar
Onde já fui feliz um dia!

Ventania Poética Beirã♡


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Receita dos cuscuréis

Ingredientes
1 quilo de farinha;
12 ovos;
1 copo de azeite;
Sumo de duas laranjas;
Aguardente a gosto;
Sal fino;
Óleo para fritar;
Canela e açúcar a gosto.

Confeção
Colocar a farinha num alguidar, desfazer fermento de padaria num pouco de leite, adicionar sal e misturar com a farinha. Acrescentar o azeite, a aguardente e o sumo das laranjas. Mexer bem a massa e por fim deitar os ovos. Amassar bem e deixar fintar.
Espalhar a massa e colocar em óleo bem quente para fritar.
Polvilhar com açúcar ou canela a gosto.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Que saudades

Que saudades de ver correr
A água límpida dos ribeiros
Deslizando devagarinho
Por entre hortas e lameiros!

Ribeiros onde tanto brinquei
Entre águas cristalinas
Com meus amigos mergulhava
Naquelas águas divinas!

E hoje estas saudades
Vivem dentro de minh'alma
Desejando a toda a hora
Voltar aquela doce calma!

Mas um dia vou voltar
Diz-me isso meu coração
Mas enquanto esse dia não chegar
Vou vivendo da recordação!


De : Ventania Poética Beirã


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O vinho

Que frio está esta noite
vou á adega buscar vinho
que tristeza que senti
quando lá cheguei e vi
que o túnel estava vazio.

Mas eu não desanimei
e ao meu vizinho falei
desta minha condição
tenha pena meu vizinho
pois acabou-se o meu vinho
veja a minha provação.

Beber vinho dá saúde
lá diz o velho ditado
eu bebo para esquecer
o meu fado mal fadado.

Não tenho pão pra comer
está na terra semeado
quero vinho pra beber
para o meu pão ser ceifado.

Já as uvas são maduras
e lá vão para o lagar
já lá vão as amarguras
muito alegre e a cantar,
com amor as vou pisar.

Para de novo encher
o túnel que está vazio
e com ele me aquecer
nas longas noites de frio.

A uns ele faz feliz
a outros nem tanto assim
que se queixe quem o bebe
porque eu falo por mim.

Eu gosto de beber vinho
e também dar a beber
seja quem for o amigo
que de mim o venha a ser.


Natalina Marques


domingo, 19 de outubro de 2014

Apanha da castanha

O tempo delas já chegou
Está na hora de as apanhar
Agora a apanhá-las não vou
Só gosto de as saborear

Cruas, cozidas ou assadas
Eu gosto delas a valer
Não importa como são cozinhadas
Importo-me só de as comer

Eu sou da terra das castanhas
E muitas vezes as apanhei
Mas para as apanhar tem as suas manhas
Pois muitas picadas dos ouriços levei

Mal saia da escola
Os castanheiros ia guardar
Levando comigo a sacola
Para os deveres efetuar

Esta tarefa efetuei
E com ela aprendi lições
Com chuva, frio e sol as apanhei
Mas dela tenho boas recordações

Manuel Pires