«Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes, e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!»
Feliz 2017 !!! Feliz Ano Novo !!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Dia de Natal
Chove. É dia
de Natal.
Lá para o
Norte é melhor:
Há neve que
faz mal,
E o frio que
ainda é pior.
E toda a
gente é contente
Porque é dia
de o ficar.
Chove no
Natal presente.
Antes isso
que nevar.
Pois apesar
de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o
corpo me arrefece
Tenho o frio
e Natal não.
Deixo sentir
a quem quadra
E o Natal a
quem o fez,
Pois se
escrevo ainda outra quadra
Fico gelado
dos pés.
Fernando
Pessoa
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
As vindimas
Acabaram as
vindimas
E muitas
uvas se colheram
Com ajuda
dos primos e das primas
As grandes
adegas se encheram.
Todos comiam
a merenda
Sentados nas
pedras ao relento,
Cada qual
estendia a sua tenda
Lá no campo
ao sabor do tempo.
E todos em grupo
sentados
Comiam da
mesma refeição,
Mesmo os que
não estavam habituados
Gostavam de
comer a merenda no chão
Comia-se o
arroz e a feijoada
O queijo,
presunto e pão
Vinha o bolo
e a marmelada
E na volta
andava o garrafão.
Maria Raposo
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Casas Abandonadas
Casas que já foram habitadas
E que hoje ao abandono estão
Aguardam serem recuperadas
Mas não há quem lhes deite a mão
Avós, pais e filhos nelas habitaram
Isso dá uma terceira geração
Por eles foram abandonadas
Mas não se sabe a razão
Podiam ir muito mais além
E terem a mesma notoriedade
Mas para isso tinha de surgir alguém
Que goste delas de verdade
Ao vê-las nesta situação
Fico muitas vezes a pensar
Será que surgirá um bom coração
Que as queira recuperar
Manuel Pires
E que hoje ao abandono estão
Aguardam serem recuperadas
Mas não há quem lhes deite a mão
Avós, pais e filhos nelas habitaram
Isso dá uma terceira geração
Por eles foram abandonadas
Mas não se sabe a razão
Podiam ir muito mais além
E terem a mesma notoriedade
Mas para isso tinha de surgir alguém
Que goste delas de verdade
Ao vê-las nesta situação
Fico muitas vezes a pensar
Será que surgirá um bom coração
Que as queira recuperar
Manuel Pires
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Acarrejar
Debaixo de um sol abrasador
Mas sem com ele se importar
Acarreja o pão o lavrador
Para na eira o ir malhar
Por caminhos mal-arranjados
Subindo e descendo ladeiras
Andam carros carregados
Fazendo enormes chiadeiras
Assim era transportado
Para mornais se fazer
Para depois ser malhado
De manhã até ao anoitecer
Ainda me lembro das sernelhas
Das poupas e cigarras a cantar
E dos pastores e das ovelhas
Nos restolhos a pastar
Ó como é tão bom lembrar
Este tempo de acarrejar
E das arganas a picar
Causando-nos um mau estar
Manuel Pires
Mas sem com ele se importar
Acarreja o pão o lavrador
Para na eira o ir malhar
Por caminhos mal-arranjados
Subindo e descendo ladeiras
Andam carros carregados
Fazendo enormes chiadeiras
Assim era transportado
Para mornais se fazer
Para depois ser malhado
De manhã até ao anoitecer
Ainda me lembro das sernelhas
Das poupas e cigarras a cantar
E dos pastores e das ovelhas
Nos restolhos a pastar
Ó como é tão bom lembrar
Este tempo de acarrejar
E das arganas a picar
Causando-nos um mau estar
Manuel Pires
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Dia Mundial da Neve
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Artesanato
A manifestação artesanal de Valbom é muito diversificada e extremamente importante. Dando continuidade aos costumes, o artesanato projeta esta freguesia num conjunto de tradições que nos permitem ter um conhecimento mais vasto desta região.
Mantas de Trapos
Estas mantas eram tecidas num tear artesanal, utilizando trapos e fios de algodão, eram depois utilizadas como cobertores.
Cultivo de Linho
Depois de espadelado e fiado, o linho era utilizado para fazer lençóis e toalhas, entre outras peças, que faziam parte do enxoval de qualquer noiva.
Ceiras
Estas eram confecionadas com fio Cairo e tinham utilidade nos lagares de azeite, onde eram utilizadas para espremer a massa da azeitona.
Brinquedos
Os brinquedos tradicionais, de que há registo, são aqueles que permitem a continuação dos jogos, enraizados à muito nesta bela freguesia. Eis alguns brinquedos tradicionais:
Pião - Feito de madeira, com um espigão de ferro num dos extremos.Arco - Este brinquedo consiste numa roda e num gancho de ferro.
Boneca de Trapos - Bonecas feitas com restos de roupa e lãs.
Bolas de Trapos - Estas bolas são meias enchidas com trapos, podendo ser de vários tamanhos e cores.
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