quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Velhice

Perde-se a beleza e a linha
E o nosso espírito padece
Com o peso que não tinha

Quando a gente envelhece
De nós se apodera a solidão
O nosso espírito entristece
E quem sofre é nosso coração

Quando a gente envelhece
Muitos ficam ao abandono
E tudo o mal nos acontece
Como a um cão sem dono

Quando a gente envelhece
Somos logo postos de lado
De nós a sociedade não carece
Para ela somos mais um fardo

Manuel Pires


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Da minha aldeia vê-se o mundo inteiro

Passam as horas sobre mim como a chuva grossa sobre a calçada
Os dias fecham-se em mim como o nevoeiro cerrado sobre a minha aldeia
É o outono que chama
São as folhas que se soltam dos ramos mais altos e se deixam cair no chão húmido
São os rios que ganham vida e nascem de novo
É o sol que se esconde por detrás da lua e sorri para outra gente
A vida dá e volta a dar
É o outono que chama
É a música do tempo que se acerca de mim
São as palavras verdes sobre um manto castanho
Deito-me sobre a janela da minha aldeia e vejo a lua
Vejo a lua e sei que estás do outro lado
Da minha aldeia vê-se o mundo inteiro.

Texto retirado do Blog "Viajante Intemporal"






quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O Cântico da Terra

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.


domingo, 21 de junho de 2015

Jogos Populares

Jogo do Pião
Num espaço amplo, de preferência de terra batida, fazia-se uma roda no chão e cada jogador atirava o pião para dentro dela. Enquanto o pião girava, era atingido com “sêcas” até sair da roda. O jogador só podia voltar a lançar o pião quando isto acontecia.
Existia ainda outra forma de jogar, no terreno era feito um ponto de partida do jogo e noutro ponto era feita uma cova, denominada “nicha”. Os jogadores dividiam-se por duas equipas: uma empurrava o pião para a “nicha“ e a outra tentava evitá-lo. Se o pião entrasse na “nicha”, cada jogador da equipa perdedora teria de disponibilizar um pião para levar com as “sêcas”.












Jogo da Malha
A malha deve jogar-se à distância oficial de vinte e cinco metros, as equipas são sorteadas quinze minutos antes do início do jogo e começa o jogo a equipa que tiver sido seleccionada em primeiro lugar. As equipas mudam de campo sempre que se iniciar uma nova partida. A segunda e terceira partidas são começadas pela equipa que perdeu a anterior. Cada jogo termina quando são completadas três partidas.
A pontuação distribui-se da seguinte forma: são contados seis pontos para cada derrube de pinoco; após os quatro lançamentos, contam-se três pontos para a equipa que tiver a malha mais próxima do pinoco; de cada vez que se vencer uma partida contam-se três pontos.












Jogo dos Cântaros
Consiste numa corrida de burros, onde os participantes com uma vara tentam partir os cântaros que se encontram suspensos. Geralmente estes cântaros encontram-se recheados de algumas surpresas: água, farinha ou farelo são alguns exemplos.










Sueca
A sueca é um jogo de cartas em que participam quatro jogadores, dois contra dois, com os parceiros sentados frente a frente. O baralho tem somente quarenta cartas, sendo removidos os oitos, os noves e os dez. O objectivo é ganhar cartas que valem pontos. Assim, as cartas valem: Ás – 11 pontos; Sete – 10 pontos; Rei – 4 pontos; Valete – 3 pontos; Dama – 2 pontos; os 6, 5, 4, 3 e 2 valem zero pontos. No total há cento e vinte pontos em jogo no baralho.
O jogador que começa foi aquele que cortou o baralho. Os outros jogadores devem seguir o naipe escolhido pelo primeiro jogador. Aquele que não tiver cartas do naipe puxado pode jogar cartas de qualquer outro naipe, incluindo o trunfo. A carta mais alta do naipe, ou o trunfo mais alto, ganha a jogada. O participante que ganhou puxa o próximo naipe.












Jogo das Pedrinhas
Para praticar este jogo são necessárias cinco pedrinhas e dois ou mais jogadores. À medida que o jogo se desenvolve, aumenta o grau de dificuldade.
Um jogador lança para uma superfície lisa, por exemplo uma mesa, as cinco pedrinhas, tentando que elas fiquem o mais próximas possível, mas sem tocar umas nas outras. Então, esse mesmo jogador pega numa das pedrinhas, preferencialmente a que estiver mais afastada das restantes e lança-a ao ar com a mão direita. Enquanto essa pedrinha está no ar, o jogador deve apanhar com a mão direita uma das restantes pedrinhas e passá-la para a mão esquerda, sem mexer nas restantes, dizendo:
- Uma.
Em seguida lança ao ar a segunda, tentando recuperar uma terceira, dizendo:
- Duas.
Finalmente, lança ao ar a terceira e apanha a quarta, dizendo:
- Arrebanha tudo.
De seguida, o participante repete os movimentos anteriores, mas agora apanhado a pedrinhas duas a duas, proferindo:
- Duas.
E, depois:
- Arrebanha tudo.
Novamente, apanha as pedrinhas três a três, repetindo os mesmos movimentos e diz:
-Três.
Recolhe a pedrinha restante e diz:
Arrebanha tudo.
Finalmente, as quatro pedrinhas de uma só vez, dizendo:
- Arrebanha tudo.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Eternamente criança

Serei sempre criança
Mesmo sendo já mulher
Cada um é livre de viver a vida
Da forma que bem entender!

E em meu corpo já adulto
Vive eternamente uma criança
Que ama e vive a vida com afoito
E sorri pra vida com esperança!

E quem não gostar assim
Paciência, temos pena
Viver a vida com fé e alegria
Esse será sempre o meu lema!

De : Ventania Poética Beirã






domingo, 24 de maio de 2015

Na Ponte

Por baixo da ponte eu passo,
É assim o meu viver,
Com os peixinhos eu faço,
Brincando sempre a valer.

Correr, saltar e contar,
Da mágoa me libertando,
Assim aprendo a amar,
Peixinhos que vão nadando.

Trocar, não troco contigo,
Vem viver junto a mim,
De ti farei um amigo,
Gostarás de viver assim.

Brincando estou aprender,
Com os peixitos que adoro,
E assim aprendo a ler,
Por baixo da ponte eu moro.

Carlos Pereira


domingo, 3 de maio de 2015

Dia da Mãe

A minha mãe é tão querida
E gosta tanto de mim
Neste dia que é seu
Dou-lhe beijinhos sem fim
Recebeste-me em teus braços
No dia em que cheguei
E hoje vou-te dizer
Que de ti logo gostei
Gosto das tuas festinhas
Dos teus mimos e beijinhos
Não há ninguém que nos faça
Como a mãe estes carinhos
A minha mãe é tão linda
Tão linda com uma flor
Pra ela muitos beijinhos
Com carinho e amor