No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal....
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade
domingo, 4 de maio de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Domingo de Ramos
De ramo de oliveira na mão
Enfeitado a condizer
Como manda a tradição
Os ramos vão-se benzer
Depois de abençoados
Com a graça do Senhor
Pelos afilhados são ofertados
Aos padrinhos com amor
Os padrinhos ficam radiantes
Com este ato encantador
E os afilhados contentes
Por lhe demonstrarem amor
Este dia, é um dia de alegria
Para todo o cristão normal
Pois foi neste belo dia
Que Jesus entrou triunfal
E com grande ousadia
Em Jerusalém afinal
Manuel Pires
Enfeitado a condizer
Como manda a tradição
Os ramos vão-se benzer
Depois de abençoados
Com a graça do Senhor
Pelos afilhados são ofertados
Aos padrinhos com amor
Os padrinhos ficam radiantes
Com este ato encantador
E os afilhados contentes
Por lhe demonstrarem amor
Este dia, é um dia de alegria
Para todo o cristão normal
Pois foi neste belo dia
Que Jesus entrou triunfal
E com grande ousadia
Em Jerusalém afinal
Manuel Pires
sexta-feira, 21 de março de 2014
Poema das Árvores
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
Se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver e sós
E entretanto dar flores.
António Gedeão
quarta-feira, 19 de março de 2014
Dia do Pai
Pai
Este homem que eu admiro tanto,
Com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
Mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.
Este mestre contador de histórias
Traz em seu coração tantas memórias,
Espalha no meu caminhar muitas esperanças,
Certezas e confiança.
Este homem alegre e brincalhão,
Mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
Homem de fé e grande luta,
Sensível e generoso.
O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
Meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão...
Meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
Infinito é teu coração.
Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
Feito de lutas e incertezas
Mas também de muitas esperanças e sonhos!
sábado, 8 de março de 2014
A ti, Mulher!
A ti, Mulher...
Que nasceste para amar e ser amada,
Criada para dar vida à própria vida
E que és tantas vezes maltratada
Nesta sociedade louca, corroída...
A ti, Mulher...
Que negados vês ainda alguns direitos
E te oprimem da suma liberdade,
Como se fosses serva fiel da sociedade
Neste mundo sujo em preconceitos...
A ti, Mulher...
Que pela natureza és bênção querida...
E em teu peito tens o leito e dás guarida
À ternura, ao carinho e ao amor...
A ti, Mulher...
Quero exaltar o teu real valor...
Não hoje simplesmente, aqui, agora!
Mas... que o Dia da Mulher - o seja sempre:
- Hoje, amanhã, e a toda a hora,
E te libertes das garras do furor
Desta sociedade incompetente e corrompida!
A ti, Mulher...
Baixa, alta, branca, negra, magra, obesa...
Flor, fruto e semente que dá vida à própria vida;
Que és do carinho e do amor rainha de beleza,
Obra-prima da própria Natureza...
Mulher, filha, esposa, mãe ou avó querida...
A ti, Mulher...
E sem favor... Eu quero exaltar
Nos versos que declamo em teu louvor:
Curvo-me perante ti, Mulher, por seres quem és!
Deixo estes versos a teus pés!
E neles... em cada palavra uma flor!
Fernando Reis Costa
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
TU
TU que és o meu amor,
A minha dor...
Leva-me contigo a voar
nas grandes asas de um condor
TU que és o meu colibri,
O meu beija-flor
Leva-me contigo a pintar
o dia com muita cor
TU que és o meu sol,
A minha música
Leva-me contigo ao pomar
ouvir o melodioso rouxinol a cantar
TU que és o meu bico-de-lacre,
O meu chamamento
Leva-me contigo à lagoa
P´ra acabar com o meu tormento...
Teresa. C. M 14.02.2014
A minha dor...
Leva-me contigo a voar
nas grandes asas de um condor
TU que és o meu colibri,
O meu beija-flor
Leva-me contigo a pintar
o dia com muita cor
TU que és o meu sol,
A minha música
Leva-me contigo ao pomar
ouvir o melodioso rouxinol a cantar
TU que és o meu bico-de-lacre,
O meu chamamento
Leva-me contigo à lagoa
P´ra acabar com o meu tormento...
Teresa. C. M 14.02.2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Evolução da população em Valbom
Resultados do censo populacional de 2011: número total de habitantes, número de habitantes por sexo e por grupo etário e respetivas percentagens.
Comparação entre os censos de 2001 e de 2011: número total de habitantes, número de habitantes por grupo etário, percentagens dos grupos etários em cada um dos censos; diferença de habitantes em termos quantitativos e percentuais, no total e por grupo etário.
Evolução populacional verificada através dos censos realizados entre 1864 e 2011, traduzida no número total de habitantes e na percentagem de variação verificada entre cada um dos censos.
Fonte: http://concelhodepinhel.jimdo.com/valbom/#
Comparação entre os censos de 2001 e de 2011: número total de habitantes, número de habitantes por grupo etário, percentagens dos grupos etários em cada um dos censos; diferença de habitantes em termos quantitativos e percentuais, no total e por grupo etário.
Evolução populacional verificada através dos censos realizados entre 1864 e 2011, traduzida no número total de habitantes e na percentagem de variação verificada entre cada um dos censos.
Fonte: http://concelhodepinhel.jimdo.com/valbom/#
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